Natureza e Biodiversidade

Fauna de Chapada dos Guimarães
— Animais do Cerrado que Você Pode Ver

Onça-pintada, anta, tamanduá, araras, tucanos e mais de 400 espécies de aves. O cerrado de Chapada dos Guimarães abriga uma das maiores diversidades faunísticas do Brasil.

Arara-azul — fauna da Chapada dos Guimarães

Verifique condições e preços antes de visitar — informações sujeitas a alteração.

Uma das maiores diversidades faunísticas do Brasil

O cerrado de Chapada dos Guimarães abriga uma das maiores diversidades faunísticas do Brasil. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com mais de 33 mil hectares de cerrado preservado, funciona como refúgio para centenas de espécies — muitas delas ameaçadas de extinção em outras regiões do país.

São mais de 400 espécies de aves catalogadas no parque, além de grandes mamíferos como onça-pintada, anta e tamanduá-bandeira. A combinação de diferentes fitofisionomias — campo aberto, cerradão, mata de galeria e veredas — cria microhabitats que favorecem essa extraordinária biodiversidade.

Neste guia você encontra os principais animais que podem ser observados na região, organizados por grupo taxonômico, com informações sobre comportamento, status de conservação e as melhores dicas para avistamento.

Grupo 1

Mamíferos emblemáticos do cerrado

Da onça-pintada à capivara — a fauna de grande porte da Chapada dos Guimarães

1

Onça-pintada

Panthera onca

Ameaçada de extinção

O maior felino das Américas tem presença registrada na região de Chapada dos Guimarães. Raramente vista por turistas, mas registros fotográficos e rastros confirmam sua ocorrência. A existência dela é indicador de ecosistema saudável.

2

Anta

Tapirus terrestris

Vulnerável

O maior mamífero terrestre da América do Sul é frequente nas margens dos rios da região. É atraente pela aparencia pré-histórica e pelo porte imponente. Costuma se banhar nas águas rasas ao amanhecer e ao entardecer.

3

Tamanduá-bandeira

Myrmecophaga tridactyla

Ameaçada de extinção

Símbolo do cerrado brasileiro, pode ser avistado caminhando em campo aberto à procura de cupinzeiros. É possível vê-lo até durante o dia. Seu focinho alongado e pele com padrão único o tornam inconfundível.

4

Lobo-guará

Chrysocyon brachyurus

Vulnerável

O canídeo mais característico do cerrado, com pelagem ruiva e patas longas negras. Ativo principalmente ao amanhecer e ao entardecer, pode ser observado caminhando pelas chapadas abertas. Sua formação física é única entre os canídeos do mundo.

5

Mico-leão

Leontopithecus sp.

Presente na região

Primata de pequeno porte, muito frequente nas matas ciliares e galerias da Chapada. Vive em grupos familiares e é fácil de identificar pelo pelo dourado-avermelhado. Ativo durante o dia, facilita a observação nas trilhas.

6

Capivara

Hydrochoerus hydrochaeris

Comum na região

O maior roedor do mundo é comum às margens dos rios e córregos da região. Vive em grupos e é de fácil avistamento, especialmente no período da manhã e no final da tarde. Não oferece perigo ao ser humano.

7

Tatu-galinha

Dasypus novemcinctus

Comum na região

De aparência pré-histórica, com coça articulada de queratina, o tatu-galinha é comum no cerrado da Chapada. Ativo no período noturno, pode ser encontrado remexendo a terra à procura de insetos e raízes.

8

Paca e Cutia

Cuniculus paca / Dasyprocta sp.

Comuns na região

Roedores noturnos de médio porte, frequentes nas matas da região. A paca é de hábito mais tímido; a cutia pode ser vista até durante o dia nas bordas de mata. Ambas têm papel importante na dispersão de sementes do cerrado.

Grupo 2

Aves — mais de 400 espécies registradas

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães é um dos melhores destinos de birdwatching do Brasil

Arara-vermelha

Ara chloropterus

A mais icônica das araras, frequentemente vista em bandos sobrevoando o cerrado e as matas de galeria. Sua plumagem vermelha intensa com detalhes azuis e verdes é impossível de ignorar. O barulho característico anuncia sua chegada.

Araraúna

Ara ararauna

Conhecida também como arara-azul-e-amarela, é uma das aves mais belas do Brasil. Presente na região da Chapada, pode ser vista em pares ou pequenos grupos. Sua combinação de azul intenso e amarelo vivo é extraordinária.

Tucano-toco

Ramphastos toco

O tucano mais conhecido do Brasil e o maior da família. O bico alaranjado gigante em contraste com a plumagem preta e branca o torna inconfundível. Muito frequente nas bordas de mata e áreas com frutíferas.

Seriema

Cariama cristata

Ave típica do cerrado, bípede e de grande porte, conhecida pelo grito agudo e característico que ecoa pelas chapadas. Prefere áreas abertas e campos. É uma das aves mais fáceis de observar durante passeios de carro pela região.

Gavião-real

Harpia harpyja

O maior gavião do mundo, com envergadura de até 2 metros. Impressível e majestoso, sua ocorrência na Chapada é indicativo da qualidade ambiental da região. Vista rara, mas possível para quem percorre trilhas mais isoladas com guia especializado.

Mutum

Crax fasciolata

Galinácea de grande porte, de hábitos discretos, que habita as matas mais densas da Chapada. O macho é negro com detalhes brancos e fronte amarela. Aves indicadoras de mata conservada, são mais observadas ao amanhecer.

Garça-branca e Garça-real

Ardea alba / Ardea cocoi

Freqüentes às margens dos rios, córregos e lagoas de toda a região. Fáceis de observar inclusive em passeios simples. A garça-real é a maior, com até 1,4 metro de comprimento. Ambas caçam peixes nas águas rasas.

Beija-flor-de-fronte-violeta

Thalurania glaucopis

Endêmico do cerrado brasileiro, este beija-flor de pequeno porte e fronte violeta-metálica é um dos registros mais especiais para birdwatchers. Freqüenta flores de bromeliáceas e plantas do cerrado nas bordas de mata.

Destaque para birdwatchers: Além das espécies listadas acima, o parque já registrou mais de 400 espécies, incluindo endêmicos do cerrado, aves migratórias e espécies ameaçadas de extinção. O fenômeno é reconhecido pela comunidade internacional de ornitologia.

Grupo 3

Répteis das matas e rios

Jacaré-do-pantanal

Caiman yacare

Presente nos rios da região, especialmente durante o período úmido, quando as águas sobem e ampliam seu habitat. Pode ser observado tomando sol às margens dos rios. Inofensivo quando não perturbado.

Iguana-verde

Iguana iguana

Lagarto arbóricola de grande porte, frequente nas margens de rios com vegetação densa. Pode chegar a 2 metros de comprimento. Excelente nadador, foge para a água quando perturbado. Fácil de observar em galhos sobre a água.

Serpentes do cerrado

Várias espécies

A região abriga diversas espécies de cobras, sendo a maioria não-peçonhenta. As mais comuns são a cobra-cipó, a jiboia e a cobra-d’água. Espécies peçonhentas existem (cascavel, jararaca), mas raramente são avistadas em trilhas.

Grupo 4

Peixes dos rios da Chapada

Os rios da regi\u00e3o abrigam esp\u00e9cies valiosas para a pesca esportiva e para a cadeia alimentár do cerrado

Pacu

Onivóro de grande porte, um dos mais apreciados pelos pescadores da região.

Pintado

O Pseudoplatystoma corruscans é o maior bagre de água doce do Brasil e muito valorizado na pesca.

Dourado

Considerado o "rei dos rios", é um dos peixes mais bonitos e disputados pelos pescadores esportivos.

Piranha

Presente em diversos rios da região. Apesar da fama, raramente oferece perigo quando as águas estão altas.

Dicas práticas

Como observar a fauna da Chapada

Acorde cedo

O amanhecer é o melhor momento para observar fauna. Aves estão em plena atividade e mamíferos como lobo-guará e anta são mais ativos nas primeiras horas do dia.

Mantenha silêncio nas trilhas

O barulho afugenta os animais. Caminhe devagar, faça pausas frequentes e observe com calma. A paciência é o principal equipamento de um bom observador.

Leve binóculos

Indispensável para observação de aves e animais distantes. Recomenda-se binóculos de 8x42 ou 10x42 para uso em campo aberto e mata.

Contrate guia de birdwatching

Guias especializados conhecem os pontos certos, os horários ideais e os chamados das espécies. A experiência com guia é radicalmente superior à exploração independente.

Melhor época para fauna

Abril a outubro (estação seca) favorece a observação: a vegetação é mais rala, os animais se concentram próximos à água e os céus limpos facilitam o avistamento de aves.

Não alimente animais silvestres

Alimentar animais silvestres é prejudicial para eles e perigoso para você. Mantenha distância segura e observe sem interferir no comportamento natural.

Próximo passo

Hospede-se perto da natureza
que você quer conhecer

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