Centro geodésico da América do Sul
Um monumento localizado na cidade marca o ponto calculado como o centro geométrico do continente sul-americano. A marcação atraí visitantes curiosos e é um dos pontos turísticos mais singulares da região.
Verifique condições e preços antes de visitar — informações sujeitas a alteração.
Todo mundo conhece o Véu de Noiva e a Cidade de Pedra — mas a Chapada dos Guimarães guarda muito mais do que paisagens bonitas. Por trás das cachoeiras e trilhas existe uma história antiga, uma biodiversidade singular e peculiaridades geográficas que poucos visitantes conhecem.
Reunimos 15 curiosidades reais sobre esse destino para que você chegue mais preparado — e se encante ainda mais durante a visita. Algumas delas vão surpreender até quem já esteve por lá.
15 fatos surpreendentes
Um monumento localizado na cidade marca o ponto calculado como o centro geométrico do continente sul-americano. A marcação atraí visitantes curiosos e é um dos pontos turísticos mais singulares da região.
Chapada dos Guimarães foi fundada no século XVIII por bandeirantes em busca de ouro e diamantes. É um dos primeiros núcleos urbanos formados no estado, com patrimônio histórico reconhecido pelo poder público.
O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães ocupa mais de 33 mil hectares — uma área maior do que toda a cidade de Curitiba. Esse território protegido garante a sobrevivência de centenas de espécies nativas do cerrado.
A região é um paraíso para o birdwatching: mais de 400 espécies de aves já foram registradas pelos ornitologistas. Entre elas estão espécies endêmicas e migratórias que usam o cerrado como corredor ecológico.
Sítios arqueológicos com pinturas rupestres de populações pré-históricas foram encontrados na região. Esses registros, com até 5 mil anos de idade, revelam a presença humana na Chapada muito antes dos colonizadores europeus.
Com altitude de aproximadamente 800 metros, Chapada dos Guimarães pode ser até 10°C mais fresca do que Cuiabá nos dias mais quentes do verão. Esse alívio térmico é um dos atrativos para quem visita o estado no período chuvoso.
O cerrado é o segundo maior bioma brasileiro em extensão, perdendo apenas para a Amazônia. Apesar de sua imensa biodiversidade, é considerado um dos hotspots mais ameaçados do planeta, com grande parte de seu território já desmatado.
O pequi, fruto típico e sagrado do cerrado, esconde um segredo: o caroço tem espínhos minuscúlos logo abaixo da polpa. Quem morde sem saber pode se machucar seriamente. A forma correta de comer é raspar a polpa com os dentes, nunca morder o caroço.
O Morro de São Jerônimo, o ponto mais alto da região, ultrapassa 1.000 metros de altitude e oferece uma vista panorâmica de 360° da Chapada e do Pantanal ao fundo. A trilha até o topo é considerada de dificuldade moderada a alta.
A estrada MT-251, que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, é reconhecida como um dos percursos cênicos mais impressionantes do país. Ao longo dos 65 km, os viajantes cruzam pela transição entre o Pantanal e o cerrado de altitude.
A beleza singular da Chapada rendeu presença em produções cinematográficas e documentários sobre o cerrado brasileiro. As formações rochosas, o canyon e as cachoeiras são paisagens que a câmera não consegue ignorar.
O Rio Coxipó, que abastece parte de Cuiabá, tem sua nascente na Chapada dos Guimarães. A preservação do Parque Nacional é, portanto, estratégica também para o abastecimento de água da capital mato-grossense.
O tamanduá-bandeira, animal símbolo do cerrado e vulnerável à extinção, ainda é avistado nas áreas preservadas da Chapada. A presença desse mamífero imponente é sinal de saúde do ecossistema local.
A ausência de poluição luminosa nas áreas rurais da Chapada torna o céu noturno um espetáculo à parte. Em noites limpas, a Via Láctea e planetas são visíveis a olho nu com uma clareza rara para quem vem das grandes cidades.
A Igreja de Nossa Senhora de Santana, construída no século XVIII no centro histórico da cidade, é tombada pelo IPHAN como patrimônio histórico nacional. É uma das mais antigas igrejas do Mato Grosso e um símbolo da colonização portuguesa na região.
O cerrado abriga mais de 11.000 espécies de plantas nativas, muitas delas encontradas somente nesse bioma. Na Chapada, é possível observar pequizeiros, buriti, cagaita e ipês em seu habitat natural.
Além do tamanduá-bandeira e das mais de 400 espécies de aves, a região abriga onças-pintadas, lobos-guarás, veados-campeiros e uma diversidade de répteis e anfíbios adaptados ao cerrado.
As formações rochosas da Chapada têm origem em rochas de mais de 1 bilhão de anos. A erosão ao longo de milhões de anos esculpiu os canyons, paredões de arenito e morros que hoje enchantam os visitantes.
A Chapada é um divisor de águas entre as bacias do Amazonas e do Prata. Rios cristalinos como o Coxipó, o Claro e o Pari nascem aqui e abastecem comunidades e cidades da região.
Próximo passo
A Pousada Vale do Jamacá fica a minutos das principais atrações da Chapada. Diárias a partir de R$ 100. Reserve direto pelo WhatsApp — sem burocracia.